quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!!

O que é um vinho espumante?

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O vinho espumante é resultante da fermentação da uva sã, fresca e madura,
no qual se encontra presente o anidrido carbônico proveniente da sua
fermentação.
Há basicamente dois tipos de vinhos espumantes, que assim são definidos
segundo a sua forma de elaboração: o espumante e o moscatel espumante.

Espumante


O espumante se diferencia das demais bebidas por ser elaborado a partir de
duas fermentações alcoólicas. A primeira fermentação é a mesma que se faz
para produzir um vinho tranquilo, sem “bolinhas”.
Só para explicar, fermentação é o que ocorre quando a levedura que se encontra
presente na uva come o açúcar, que também está presente nela, e o transforma
em álcool e anidrido carbônico (as “bolinhas”).


É por haver uma segunda fermentação que este produto se torna tão especial.
Mas há duas formas de se fazer esta segunda fermentação.
A primeira, mais antiga, é denominada método tradicional ou champenoise
(por que é assim que é feito o champagne).
A segunda é denominada de método charmat.



Método tradicional


O método tradicional implica em fazer esta segunda fermentação dentro da própria garrafa. E é por esta fermentação ocorrer dentro da garrafa, fechada, que o espumante terá as suas “bolinhas”, pois o anidrido carbônico fi cará retido dentro da própria garrafa.



Método charmat



No método charmat a fermentação acontece em grandes tanques, denominados de autoclaves, e nos quais o anidrido carbônico liberado pela fermentação é retido.

O espumante resultante destes dois métodos irá se diferenciar por características organolépticas, tais como cor, sabor e paladar. Mas há alguns parâmetros que são válidos para os dois:

O teor alcoólico do espumante deve ser entre 10 e 13% em volume.
O anidrido carbônico (“bolinhas” ou perlage) deve ser proveniente
exclusivamente da fermentação (não pode ser adicionado), e sua concentração everá ser de 4 atmosferas à 20°C. Por isso, se não tivermos cuidado ao abrir a garrafa de espumante, ou se deixarmos a uma temperatura muito elevada, é que o líquido vai ser projetado para fora com tanta força.

E quanto à quantidade de açúcar presente no espumante, este pode ser denominado de:

Classificação Quantidade de açúcar por litro

Extrabrut 0g a 6g
Brut 6g a 15g
Sec / Seco 15g a 20g
Meio Seco / Meio Doce / Demi-Sec 20g a 60g
Doce mais de 60g


Mas, como é que sobra esta quantidade de açúcar no espumante?
Em regra as leveduras já consumiram todo o açúcar que havia no vinho, e o transformaram em álcool e anidrido carbônico. Todavia, quando o vinho vai ser engarrafado (no caso do método charmat) ou quando é feita a limpeza dos resíduos provenientes das leveduras (no caso do método tradicional) é acrescido ao espumante o chamado “licor de expedição”. É este que, contendo mais ou menos açúcar, vai definir que tipo de espumante será feito: do extrabrut ao
doce.

Como reconhecer este produto na prateleira de um supermercado?
Leia bem o rótulo. Em regra as principais informações, como tipo de produto, graduação alcoólica, classificação quanto ao teor de açúcar, método de elaboração e marca devem estar no rótulo principal, da seguinte forma:

Se não tiver as designações obrigatórias > desconfie!

MARCA

Nome do produto obrigatório - Vinho Branco Espumante Natural Brut
Nome da variedade opcional - Chardonnay
Método de elaboração opcional - Método Charmat
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 12% vol



Moscatel Espumante



O espumante moscatel, ao contrário do espumante tradicional, passa apenas por uma fermentação dentro de um grande recipiente (autoclave), o qual também não permite que o anidrido carbônico seja eliminado. Ele também é conhecido como método asti, pois é assim que se fazia este produto na Itália.
Assim, este não tem um vinho base. Ele é feito diretamente da sua primeira fermentação.




Outra observação é que, como o nome já diz, o espumante moscatel só pode ser elaborado a partir da uva moscatel, que lhe dá as características organolépticas (em especial aquele perfume fresco, frutado) específicas.



Além disso, sua graduação alcoólica é mais baixa que o espumante tradicional, ficando entre 7 e 10% em volume.
Outra característica que o diferencia é que ele não é classificado em brut ou emi-sec, como o tradicional. Em sua composição deve possuir no mínimo 20g de açúcar.

Por fim, o anidrido carbônico deve ser proveniente exclusivamente desta primeira fermentação (não pode ser adicionado), e sua concentração deverá ser de 4 atmosferas à 20ºC.

Como reconhecer este produto na prateleira de um supermercado?

Nome do produto obrigatório - Vinho Branco Espumante Natural
Nome da variedade obrigatório - Moscatel
Método de elaboração opcional - Processo Asti
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume - 10% vol.



ESPUMANTE É SÓ O ESPUMANTE E O MOSCATEL ESPUMANTE

E OS OUTROS? OS OUTROS NÃO SÃO ESPUMANTES!

Além dos dois tipos de espumantes, existem outros produtos, previstos em lei, que apresentam “bolinhas”, mas que não podem ser confundidos com os espumantes.

“BOLINHAS” NÃO SÃO SINÔNIMO DE ESPUMANTE.


Alguns são também provenientes da uva, como o vinho gaseificado, o vinho frisante e o filtrado doce.

Outros são provenientes de outras frutas, como a sidra (que é feita de maçã) e outros fermentados de fruta.



Há também produtos que são uma mistura de tudo um pouco, que são conhecidos como bebida alcoólica mista, pois neles há, além de fermentado, algum destilado alcoólico (álcool de cana), acrescido dos mais diferentes componentes. Este é o caso, por exemplo, do cooler, da sangria e demaiscoquetéis.

E, dentre aqueles borbulhantes que se definem sem álcool, o que encontramos na verdade são refrigerantes! Sejam eles de maçã, de uva ou mistos.

Vamos explicar as características de cada um:

Vinho Gaseificado
O vinho gaseificado é também um vinho, com teor alcoólico de 7% a 14% em volume. Mas, ao contrário do espumante, suas “bolinhas” são ADICIONADAS, mediante a introdução de anidrido carbônico puro. E a pressão deve ser um pouco menor que a dos verdadeiros espumantes: de 2,1 a 3,9 atmosferas.

Como saber se estamos comprando vinho gaseificado ou espumante? A lei determina que esta expressão esteja bem clara no rótulo principal do produto.


Como reconhecer este produto na prateleira de um supermercado?



MARCA
Nome do produto obrigatório - Vinho Branco Gaseificado
Nome da variedade opcional - Chardonnay
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 10% vol



Vinho Frisante
O frisante é um vinho, que possui um teor alcoólico de 7 a 14% em volume e é um pouquinho gaseificado, ou seja, tem uma pressão de 1,1 a 2 atmosferas a 20ºC.
Todavia, este gás pode ser natural, proveniente da própria fermentação ou adicionado ao vinho depois de pronto.



Como saber a diferença? Em regra as “bolinhas” naturais serão mais fininhas e delicadas que as artificiais. Mas o fabricante deve informar isso na rotulagem.

Como reconhecer este produto na prateleira de um supermercado?

MARCA
Nome do produto obrigatório - Vinho Branco Gaseificado
Nome da variedade opcional - Chardonnay
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 10% vol.

MARCA
Nome do produto obrigatório - Vinho Branco Natural
Nome da variedade opcional - Chardonnay
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml% de álcool em volume obrigatório - 10% vol.


Filtrado Doce
O Filtrado Doce é uma bebida proveniente do mosto de uva, parcialmente fermentado ou não, podendo ser adicionado de vinho de mesa.

Não é considerado vinho por que este é exclusivamente a bebida proveniente da fermentação da uva sã, fresca e madura.

Além disso, tem uma graduação alcoólica bem baixa, de no máximo 5% em volume.

A presença das “bolinhas” também pode se dar através da ADIÇÃO de anidrido carbônico em até 3 atmosferas.
Sua concepção original vem da Itália. Mas do produto original pouco sobrou.

Como reconhecer este produto na prateleira de um supermercado?


MARCA
Nome do produto obrigatório - Filtrado Doce
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 3% vol


Sidra

Primeiramente: sidra não é espumante, nem vinho, nem é feito de uva.
A sidra é uma bebida obtida pela fermentação da maçã, cuja graduação alcoólica vai de 4% a 8% em volume. Ao contrário do espumante, ela é proveniente de uma única fermentação e tradicionalmente não é gaseificada.

No Brasil a sidra foi regulamentada de uma forma um pouco diferente:

- pode ser gaseificada;
- pode ser proveniente da fermentação do mosto de maçã, do suco concentrado
ou ambos, com ou sem adição de açúcar;
- pode ser adoçada e receber outros aditivos (corante, aromatizante);
- pode ser desalcoolizada.
De qualquer maneira, é só testar: o resultado é um produto completamente
diferente do Espumante.
Vale ressaltar que há marcas que são reconhecidas no mercado brasileiro como
sinônimo de sidra, que popularizou esta bebida no Brasil.
Como reconhecer este produto na prateleira de um supermercado?

MARCA
Nome do produto obrigatório - Fermento de Maçã
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 5% vol.


Fermentado de Frutas

Há ainda o fermentado de frutas genérico.
Trata-se de uma bebida com graduação alcoólica de 4% a 14% em volume.
Sua elaboração se dá a partir do mosto de fruta sã, fresca e madura de uma única espécie, do seu suco integral ou concentrado, ou polpa, que poderá nestes casos, ser adicionado de água.

Este produto pode ser adicionado de açúcar, de aditivos (corante, aromatizante) e de água. Pode também ser adicionado de dióxido de carbono, passando assim a chamar-se “fermentado de (nome da fruta) gaseificado”. Ele pode ainda ser desalcoolizado.

Dentre os fermentados há ainda o Hidromel, que é o fermentado de mel, o fermentado de cana e o saquê ou Sake, que é o fermentado de arroz.

Ah, e como fermentado ainda temos a cerveja que é obtida pela fermentação alcoólica do mosto cervejeiro proveniente do malte de cevada e água potável, por ação de levedura e com adição de lúpulo. Sendo que o malte de cevada poderá ser substituído em até 45% por adjuntos cervejeiros, ou seja, cereais maltados ou não-maltados, bem como amidos e açúcares de origem vegetal –
sim dá para colocar milho e arroz para fazer cerveja!

O que mais nós encontramos no mercado referente a este tipo de produto é o seguinte:


MARCA
Nome do produto obrigatório - Fermentado de Maçã e Uva
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 5% vol




Bebida Alcoólica Mista
A bebida alcoólica mista, como o próprio nome já diz, é uma mistura de bebidas. Dentre estas podemos encontrar o cooler, a sangria e os mais variados coquetéis.

Esta deve ter graduação alcoólica de 0,5 a 54%, devendo ser elaborada com:álcool etílico potável de origem agrícola; destilado alcoólico simples de origem agrícola; bebida alcoólica; ou a mistura destes.
Ela pode ainda ser adicionada de: bebida não-alcoólica; de suco de fruta; de
fruta macerada; de xarope de fruta; de leite; de ovo; de outra substância de
origem vegetal; de outra substância de origem animal.
E esta poderá ainda ser gaseificada, adoçada e aditivada (com corantes e
aromatizantes). Que mistura!
O que a diferencia dos demais produtos na sua rotulagem? Preste atenção:

MARCA
Nome do produto obrigatório - Bebida alcoólica mista de açaí e álcool de cana
Conteúdo da garrafa obrigatório - 750 ml
% de álcool em volume obrigatório - 5% vol.




Refrigerante
O refrigerante é um produto não alcoólico.
Qualquer destas bebidas acima mencionadas não poderão ser consideradas sem álcool – na dúvida saiba que o que você está tomando é refrigerante. No máximo estas podem ser desalcoolizadas, mas até 0,5% de álcool em volume, que é o limite para se considerar uma bebida alcoólica ou não alcoólica.



E o que é o refrigerante?
É a bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de um suco
ou extrato vegetal, adicionada de açúcar.
Para cada tipo de fruta há um percentual mínimo de suco que o refrigerante
deverá conter:
Tipo de fruta ou extrato vegetal Percentual contido no refrigerante
Laranja, tangerina e uva 10%
Maçã 5%
Limão 2,5%
Guaraná 0,02%
Noz de cola Deve conter

Não dá para confundir as coisas, né?
Mas... como é que eu vou encontrar este produto no mercado?
Há produtos, perdidos no meio dos espumantes, que em regra possuem um dizer bem grande do tipo “não alcoólico”. E em algum lugarzinho da embalagem nós encontramos a definição de que se trata de refrigerante!
Infelizmente há empresas que usam a mesma marcar e a mesma embalagem para identificar todos os produtos acima mencionados!
Bem, é assim que vamos encontrá-lo na prateleira do supermercado, bem longe dos outros refrigerantes:

MARCA
Nome do produto obrigatório - Refrigerante de Uva
Conteúdo da garrafa obrigatório - 660 ml
% de álcool em volume opcional - Não alcoólico


Referências:
Lei do Vinho – Lei n. 7.678/1988 - Dispõe sobre a produção, circulação e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho, e outras providências.

Decreto do Vinho – Decreto n. 99.066/1990 - Regulamenta a Lei n.° 7.678, de 8 de novembro de 1988, que dispõe sobre a produção, circulação e comercialização do vinho e derivados do vinho e da uva.



Lei de Bebidas – Lei n. 8.918/1994 - dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.

Decreto de Bebidas – Decreto n. 6.871/2009 - Regulamenta a Lei no 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.


Este material pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citada a
fonte:Bruch, Kelly Lissandra. Nem tudo que borbulha é ESPUMANTE. Bento Gonçalves: IBRAVIN, 2009. 9 p.

Pesquisa e Textos: Kelly Lissandra Bruch – consultora jurídica do Ibravin.
Arte e Diagramação: Alvo Global Publicidade e Propaganda.
Ibravin - Instituto Brasileiro do Vinho.

Alameda Fenavinho 481, Ed. 29 - Bairro Fenavinho - Bento Gonçalves - RS - Brasil
Cep: 95700-000 - Fone: 54 3455 1800 - Fax: 54 3455 1814
ibravin@ibravin.org.br - www.ibravin.org.br
Retirado do site:
http://www.ibravin.org.br/admin/UPLarquivos/241220091619182.pdf

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eu adoro ler no meu site preferido www.vinhosdobrasil.com.br/blog.php?post=33, sobre vinhos e hoje adorei as sugestões de presentes:


Tampa para Garrafa de Vinho Send Wine

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Onde está o meu merlot? Alguém viu meu chianti? Com essas etiquetas seu rosé será finalmente reconhecido. São 12 etiquetas de borracha sintética reutilizáveis, laváveis e ajustáveis. E são uma foma excelente de quebrar o gelo.Quanto? R$ 54,90




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E que tal esse saca-rolhas que tem história para contar?Quanto? $12.95

Já pensou em usar suas garrafas de vinhos vazias como velas? pois é isso que esse produto propõe!Quanto? $22.00


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O que significam as cores dos vinhos




BRANCOS


Amarelo com Reflexos Verdes
Tonalidade geralmente encontrada nos vinhos brancos muito jovens, leves e frescos. São obtidos de uma rigorosa vinificação de uvas que geralmente foram colhidas antecipadamente e que podem ter práticas de cantina ou enológicas bastante enérgicas. Ex: Clarificação e Filtragem. Esta tonalidade pode ser descrita como um "Amarelo Suave" onde prevalecem fortes reflexos verdes". Estes reflexos tendem a diminuir depois do primeiro ano de vida.


Amarelo Palha
Tonalidade que se encontra nos vinhos jovens que possuem um bom equilíbrio entre acidez e suavidade. São características encontradas em vinhos obtidos de uma vinificação de uvas colhidas em plena maturação fisiológica (harmonia entre açucares e ácidos). A intensidade do amarelo e dos relativos reflexos verdes dependem do meio-ambiente, do tipo de uva, das técnicas enológicas e da idade do vinho.


Amarelo Dourado
Tonalidade encontrada nos vinhos brancos que apresentam uma maior quantidade de açúcar, obtido de uvas que atingiram um estágio avançado de maturação ( passas ) ou que tenham sido envelhecidas em tonéis de carvalho ( ex: Cova da Ursa ). Os Amarelos Dourados que não apresentam um certo brilho ou vivacidade podem indicar uma evolução negativa do vinho, conseqüência de uma oxidação já em estado avançado.




Amarelo Âmbar
Tonalidade encontrada em vinhos brancos obtidos através de técnicas enológicas onde a uva é deixada ao sol para secar, concentrando assim maior teor de açúcar e também quando o vinho é envelhecido por um longo período. (ex: Muffatos, Vinho do Porto).





TINTOS



Vermelho Púrpura
Tonalidade Violáceo para definir um vinho tinto muito jovem, onde seguramente existe desarmonia entre a acidez e adstringência. Costuma-se classificá-lo também como vermelho com reflexos violetas. O vermelho púrpura é sinônimo de vinho muito jovem.



Vermelho Rubi
Tonalidade que indica um tinto jovem, mas que já possui um certo equilíbrio ácido-tânico. Normalmente indica um vinho em bom estado de saúde e conservação, pronto para ser consumido.


Vermelho Laranja
Tonalidade encontrada em grandes vinhos de longo envelhecimento. É um vinho harmônico. Possui reflexos que vão do marrom ao alaranjado. Quando encontrada, porém em vinhos jovens, esta tonalidade passa a ser um defeito que indica um estado de maturação precoce e degradação avançada do produto.
Fonte

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tomamos a cerveja



Uma garrafa de 2 litros, tomamos na sexta,junto com um casal . Fiz uns petiscos, comprei uns pães Italianos e outros.
Muito boa está cerveja eu adorei enfim amamos.

Guardei a garrafa para decorrar minha cozinha, depois que a obra for feita e os armários também, mostro a foto de onde coloquei

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Achei esta garrafa de cerveja linda!!!



Esta cerveja é Holandesa, tem 2 litros, fim de semana devemos degustá-la.
Depois conto se é boa.
A cervejaria Christoffel foi fundada em 1986, situa-se na cidade de Roermond.O nome Christoffel vem do patrono da cidade, Saint Christoffel.
Suas cervejas são produzidas somente com água, malte, levedura e lúpulo, todas elas de baixa fermentação, não filtradas e não pasteurizadas e duplamente lupuladas (double hopped).
A Christoffel Bier Blonde é dourada, com 6% de teor alcoólico e boa presença de lúpulo.Foi premiada por 3 anos seguidos como a melhor cerveja da Holanda.

Christoffel Robertus
Estilo: Vienna LagerVolume Alc.: 6,0%Temp. Ideal: 5-7ºC
Origem: Roermond, Limburg – Holanda
A cervejaria holandesa Christoffel, controlada atualmente pelo casal Joyce e Steven van den Berg, produz exclusivamente cervejas da família Lager.
Vale muito a pena conferir as suas cervejas, principalmente para aqueles que ainda não conhecem cervejas holandesas equilibradas e de qualidade ou ainda não encontraram muita graça nas Lagers.
A Christoffel Robertus apresenta cor castanho-avermelhada escura. Possui espuma fina e consistente. É muito aromática, liberando aromas malte, florais e de licor de ameixa. Uma cerveja bem equilibrada no palato, com uma boa acidez, uma sutil doçura e apetitoso amargor. Ao final apresenta longa persisência aromática.
Para uma cerveja saborosa e atraente como esta a dica de harmonização fica por conta de carnes ensopadas, com o goulash, ou ainda grelhadas servidas ao molho barbecue.
Já com os queijos, a sugestão são os defumados como o parmesão e semi-macios como o gouda.
A Christoffel também comercializa as cervejas: Christoffel Bier e Christoffel Bok.

domingo, 22 de novembro de 2009

Margarita

Coloquei minha bebida margarita que fiz no fim de semana no meu outro blog.
Se quiserem ver a receita, e só ir até lá.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Natal!! vamos começar a enfeitar .

Até minha taça para guardar rolhas dos vinhos que bebo, comecei a enfeitar para o Natal.

Atualmente minha adega e a taça estão na sala, até fazer obra na cozinha ,e se for possível quero colocar uma parede como esta na nova cozinha , onde será o lugar dela.
Já comecei a pedir para o pessoal os caixotes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Meu diário de Vinhos

Ganhei este diário do meu marido , vou começar anotar os vinhos, a medida que formos experimentando. Pena que nele não veio com um “saca-rótulo” chamado Label Off.
Label Off -de uma maneira muito simples é possível retirar o rótulo da garrafa e deixá-lo intacto pronto para colar no álbum.
Vou postar aqui


Fonte:http://www.winememories.com.br/ e
http://www.vinhosdobrasil.com.br/blog.php?post=12&alert=1

Interessante!!!

Amei este site vinhosdobrasil.com.br, tinha que colocar estas informações, visitem !!!




Parece vinho, mas não é.
Essa garrafa, que pode estar guardada junto na sua adega. Só que quando você pegar ela vai ver que dentro não tem vinho, e sim, todos os apetrechos para abrir o vinho.





Já essa rolha, que você pode ter deixado em cima da mesa, não é o que parece ser. Na verdade ela é um USB. Cuidado na hora de limpar a bagunça do jantar de ontem à noite.









Já que estamos falando de USB, que tal esse em formato de garrafa de vinho? Não é tão legal quanto à rolha, mas ele mostra bem o que você gosta de beber nas refeições.




Esse é um produto de uso exterior. Não se espante se naquele dia nublado com cara de chuva ver uma pessoa andando na rua com uma garrafa de vinho na mão. Ela pode estar carregando esse guarda-chuva no formato de garrafa de vinho.

Obrigada ao site pela informação fornecida:vinhosdobrasil.com.br/blog.php?categoria=22

domingo, 8 de novembro de 2009

Um macarrão com vinho



Ontem fiz um jantar para meu marido: macarrão com molho ao pesto e tomamos vinho Santa Helena Cabernet Sauvignon- Gostei da combinação

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sobre Tampas e Roscas

Uma das maiores polêmicas do mundo viti-vinícola, a tampa de rosca ou screwcap, em inglês, está invadindo nossas casas (ou adegas, seria melhor). Produtores de todo o mundo, desde os pioneiros neo-zelandeses e australianos até os tradicionalistas franceses estão substituindo por experimentação, plena confiança ou resignação suas tradicionais rolhas de cortiça pelas tampinhas metálicas de girar.

Robert Parker, o mais renomado guru dos vinhos em todo o mundo, não deixou passar em branco quando fez suas "12 predições sobre mudanças sísmicas que influenciarão a forma como compramos, o que compramos e quanto pagamos" em vinho, na revista americana Food and Wine. Segundo ele "vinhos engarrafados com rolhas serão minoria em 2015", pois mais e mais vinícolas de todos os níveis estão mudando para as roscas os vinhos a serem consumidos entre 3 e 4 anos (cerca de 95% por cento dos vinhos do mundo).
O chefe de adega Michael Kerrigan se surpreende com a resistência de parte do público em entrevista à Liquor Watch da Austrália: "É estranho que exista, uma vez que algumas das mais caras bebidas alcóolicas do mundo (single malts, etc.) são fechadas com rosca e têm total aceitação do mercado".
O que as tampas de rosca possuem de tão importante que tantos produtores optam por substituir o charme das antigas rolhas por tampinhas metálicas?

1. Em primeiro, e mais importante, lugar: elas não afetam o vinho.
As rolhas, elaboradas com a casca do sobreiro, estão sujeitas a fungos e contaminações que podem modificar diretamente o vinho.

2. Não estão sujeitas a movimento.
Por serem seladas com alta-pressão, mudanças de temperatura e pressão interna da garrafa não podem permitir a entrada de oxigênio nas garrafas, como podem quando são suficientes para movimentar as rolhas.

3. O isolamento é completo, impedindo a oxidação prematura do vinho.
De forma que podemos esperar de cada garrafa exatamente o que se declara dela, sem variações abruptas de características e de qualidade.

Sem dúvida nenhuma o vinho está imageticamente relacionado às rolhas de cortiça e aos saca-rolhas, ao ritual do corte das cápsulas e ao trabalhoso (e às vezes cansativo) esforço de se retirar a rolha. Não teremos, porém, escapatória: cada vez mais vinhos, de diferentes níveis de qualidade, utilizarão as novas, seguras, mas menos estéticas tampas de rosca.
A Screwcap Initiative, grupo neo-zelandês de viti-vinicultores que difunde a utilização da tampa de rosca, possui um completo site com todas as informações necessárias sobre o funcionamento e utilização das tampas de rosca.
Fonte

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ferías

Vou tirar uns dias para descansar com meu marido, em breve eu volto.

Beijos

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Queijos e Vinhos




Alouette – Queijo cremoso, de massa fresca e aerada.Vinho: Branco leve seco, como o Muscadet, do Loire ou Collio, do Friuli.

Brie – Maturado, de massa mole e casca (bolor) branca, pode ter sabor intenso.Vinho: Branco jovem, de uva Chardonnay ou Champagne.

Camembert – Sabor ligeiramente picante, macio, cremoso, com mofo branco sobre a casca.Vinho: Branco de uva Sauvignon-Blanc.

Chèvre – Preparado com leite de cabra, tem acidez elevada.Vinho: Branco com boa acidez e frescor, de uva Sauvignon-Blanc, como Sancerre ou de uva Riesling.

Emmental – Suíço, parecido com o Gruyère, com massa mais elástica grandes furos e sabor mais frutado.Vinho: Branco frutado ou Tinto de uva Pinot-Noir, como os da Borgonha (França).

Gouda – Holandês, de sabor suave, semimole, cremoso, com pequenos orifícios.Vinho: Tinto, de médio corpo, leve e frutado, complexo como a uva Sangiovese, Tempranillo.

Gorgonzola – Italiano, maturado, de leite de vaca e massa cozida, com sabor picante. É macio, consistente e ligeiramente quebradiço, caracteriza-se pelos veios azulados.Vinho: Branco doce licoroso, como o Sauternes ou Late-Harvest.

Gruyère – Queijo com orifícios arredondados, consistentes.Vinho: Indicação segue a do Emmental.

Parmesão – Maturado forte, de massa dura e textura granulada, preparado com leite semidesnatado.Vinho: Tinto encorpado (pesado na boca, em geral, bastante escuro e com teor alcoólico), como Amarone della Valpolicella, Barbaresco, Châteauneuf-du-Pape ou Brunello.

Percorino – Italiano, maduro, de massa dura, é produzido com leite de ovelha.Vinho: Tinto encorpado, como no caso do Parmesão.

Provolone – Defumado, de sabor acentuado, consistência macia e firme.Vinho: Branco seco, de uva Chardonnay ou tinto de uva Syrah.


Roquefort – Francês, maturado, de massa cozida, preparado com leite de ovelha, tem sabor picante e veios azulados.Vinho: Branco doce, como o Sauternes.
Lopes, O Homem do vinho.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Harmonize bem o vinho



Vinhos brancos com peixes, frutos do mar, risotos leves e carnes brancas, como: peru, frango e partes mais leve do porco combinam muito bem por ter em comum leveza, delicadeza e aromas delineados. A acidez e frescor do vinho branco realça o gosto das carnes brancas em geral.







Vinhos tintos com massas, risotos bem condimentados, caça, carnes de porco e de boi combinam melhor. As características técnicas do vinho tinto, seus taninos e corpo harmonizam com pratos mais robustos.







Vinhos espumantes como champagne francês e prosecco italiano combinam bem com aperitivos, fora de hora principalmente para receber as pessoas para almoçar ou jantar, pode ser servido também no prato de entrada quando for um prato leve. O champagne também é parceiro ideal para o caviar, assim como o prosecco combina muito bem com a feijoada.







Para os momentos fora de refeição como: Manhã na beira da piscina, final da tarde substituindo o "chá das cinco", os vinhos brancos leves e espumantes são mais adequados. No inverno ou em dias frios você pode servir também um tinto ou vinho do porto.







Para sobremesas procurem combinar o corpo doce do prato com o corpo e peso do vinho doce. Por exemplo: A base de chocolate os portos vão muito bem. Depois a refeição ofereça sempre um porto após o café, é um estilo inglês nobre, que denota conhecimento, classe e preocupação com o seu convidado







Regra geral: O famoso casamento entre o vinho e o prato, nasceu e continua sendo o equilibrio entre o corpo (peso) do prato com o corpo (peso) do vinho, o prato sempre adequado, e um pouco mais delicado que o vinho. Poderíamos comparar ao casamento dos seres humanos, sendo o prato a noiva e o vinho o noivo.



















Fonte

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Recebi o primeiro selo deste blog!!





A Lira do blog cozinhafacil.blogspot.com me deu o primeiro selo deste blog, muito obrigadaAs regrinhas para terem os selinhos são:

postar os selinhos postar o blog que enviou passar para 8 blogs

Escrever 8 características pessoais

3 coisas que mais gosta nos blogs : Boa visualização, assuntos que tenho interesse

avisar blogs indicados.

Estou repassando para o pessoal que vier me visitar e quiser pegar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Harmonize bem o vinho

Vinhos brancos
Com peixes, frutos do mar, risotos leves e carnes brancas, como: peru, frango e partes mais leve do porco combinam muito bem por ter em comum leveza, delicadeza e aromas delineados. A acidez e frescor do vinho branco realça o gosto das carnes brancas em geral.

Vinhos tintos
Com massas, risotos bem condimentados, caça, carnes de porco e de boi combinam melhor. As características técnicas do vinho tinto, seus taninos e corpo harmonizam com pratos mais robustos.

Vinhos espumantes como champagne francês e prosecco italiano
Combinam bem com aperitivos, fora de hora principalmente para receber as pessoas para almoçar ou jantar, pode ser servido também no prato de entrada quando for um prato leve. O champagne também é parceiro ideal para o caviar, assim como o prosecco combina muito bem com a feijoada.

Para os momentos fora de refeição como:

Manhã na beira da piscina, final da tarde substituindo o "chá das cinco", os vinhos brancos leves e espumantes são mais adequados.
No inverno ou em dias frios você pode servir também um tinto ou vinho do porto.

Para sobremesas procurem combinar o corpo doce do prato com o corpo e peso do vinho doce.

Por exemplo: A base de chocolate os portos vão muito bem. Depois a refeição ofereça sempre um porto após o café, é um estilo inglês nobre, que denota conhecimento, classe e preocupação com o seu convidado.

Regra geral:
O famoso casamento entre o vinho e o prato, nasceu e continua sendo o equilibrio entre o corpo (peso) do prato com o corpo (peso) do vinho, o prato sempre adequado, e um pouco mais delicado que o vinho.
Poderíamos comparar ao casamento dos seres humanos, sendo o prato a noiva e o vinho o noivo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

“O VINHO” SUA EVOLUÇÃO DEPENDE DE CUIDADOS

O homem que cuida do transporte do vinho, precisa sempre lembrar do profissionalismo, da honestidade e do amor que seu produtor deposita quando concebe a elaboração desta bebida dos deuses, por isso é fundamental que o Importador comece com cuidado desde a viagem de seus vinhos. A temperatura é o fator mais importante para o vinho. Médios e grandes vinhos são mais delicados do que estes mais populares de prateleiras de lojas e supermercados, eles são genuínos e não possuem sobre-vida através de produtos químicos, por isso tem que viajar em containeres climatizados e no escuro. É muito mais caro o transporte, mas é indispensável.

O Importador aqui do Brasil, tem a obrigação de armazenar todos os seus vinhos em ambientes climatizados, escuros e longe da trepidação.

O vinho é um ser vivo e sua evolução, seu arredondamento, maciez, personalidade, tipicidade, caráter e requinte dependem desses cuidados. É como deixar o homem sem alimento, sem saúde, sem amor. Ele morre.

Para o consumidor final, procure manter seus vinhos no lugar mais fresco de sua casa, deitados e longe da luz, não faça estoque por longo tempo (3 a 4 meses no máximo). O ideal seria você ter um ambiente climatizado a 15º graus centígrados com controle de umidade 75%, ou se utilizar de móveis climatizados que tem em oferta no mercado brasileiro, alguns até a preços bastante interessantes, de uso simples e prático, basta ligar na tomada e consome baixa energia, aí sim você pode ter um estoque maior e ter a garantia de beber o melhor que o vinho pode lhe oferecer.
Fonte

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bebidas III



Estados Unidos
Quando falamos de vinho e Estados Unidos, a Califórnia é o destaque, tendo em vista ser o local onde a cultura foi implantada pelos missionários franciscanos e que com o tempo foi se tornando característica dessa região. As primeiras videiras da California foram plantadas por volta de 1780 e permaneceram como base da vitivultura Californiana por um bom tempo. As principais regiões que se estabeleceram como produtoras de vinho , permanecem até hoje, Sonoma e Napa Valley. Existem outras regiões produtoras mas de menor importancia que são igualmente conhecidas. A qualidade e riqueza de seus vinhos está se tornando caracteristica marcante e isso tem repercutido em todo mundo. As peculiaridades dos vinhos californianos vem criando vários admiradores com o passar dos anos. Outra característica da região é a grande variedade de uvas encontradas na California devido ao grande número de produtores. As cepas mais plantadas são a Chardonnay e Cabernet Sauvignon, mas existem outras uvas como a Zinfandel e a Syrah que tem marcado grande presença na composição de alguns produtores com Cabernet e Merlot.

Austrália
Produz vinho há muito tempo, mas a revolução de qualidade começou há cerca de 30 anos. A colonização começou com prisioneiros, mas, logo, o país atraiu imigrantes europeus que começaram a semear videiras e a fazer vinhos. Esses vinhateiros procuraram principalmente as zonas mais frias do sul na Austrália Meridional, Nova Gales do Sul e Victória, onde se concentram hoje as grandes vinícolas. Segundo o "The Oxford Companion to Wine", a indústria vinícola começou a se estabelecer efetivamente no sul do país de 1820 a 1840. Por volta de 1870, o setor já era importante e a produção chegava a 8,7 milhões de litros. Vinte anos mais tarde, Victoria, sozinha, já produzia o dobro dessa quantidade. A phyloxera chegou à ilha em 1877 e fez com que Victoria perdesse a liderança para a Austrália Meridional. A praga permaneceu em Victoria, mas nunca chegou às zonas de Austrália Meridional e Nova Gales do Sul. Hoje, 164 mil hectares produzem 1,38 bilhões de litros de vinho, colocando a Austrália na sexta posição entre os produtores mundiais. O consumo interno está em torno de 22 litros por habitante. Os pioneiros levaram para o solo australiano uvas européias de qualidade, as vitis-vinifera. Na Austrália não há uvas não-viníferas ou híbridas. Encontramos apenas as grandes cepas da Europa, notadamente da França. A Syrah, rebatizada como Shiraz, ainda é a mais importante entre as tintas, mas a Cabernet Sauvignon está avançando. Entre as brancas, a Sémillon ainda é a mais difundida, mas os progressos feitos pela Chardonnay são impressionantes. Essas são as principais, mas encontramos também outras cepas, inclusive algumas de Portugal, usadas nas imitações de Porto.

Nova Zelândia

A vinicultura na Nova Zelândia começa em 1819 com a plantação das primeiras cepas, mas só no final dos anos 60, portanto há menos de 50 anos atrás, é que a industria vinícola começou a se modernizar e produzir vinhos de qualidade. É o país produtor mais meridional do Hemisfério Sul e as regiões produtoras estão principalmente na Ilha Norte, que concentra 70% da produção e onde são elaborados os melhores Pinot Noir da Nova Zelândia. Na Ilha Sul, a região de Marlborough ganhou fama mundial com a produção de excelentes vinhos brancos da cepa Sauvignon Blanc, que rivalizam com os melhores vinhos da região francesa do Vale do Loire.

África do Sul
No início de sua produção encontrávamos vinhos inexpressívos que não encorajavam o consumo . Hoje essa situação está diferente e a África do Sul elabora vinhos de alta qualidade que competem em concursos internacionais. Os vinhos com a uva Chardonnay são bem equilibrados, com aromas minerais e estilos marcantes. A Chenin Blanc é a uva branca mais plantada no país, mostrando a grande presença de vinhos brancos de qualidade. A uva emblemática da África do Sul é a Pinotage, resultado do cruzamento de Pinot Noir e Cinsault. No início produzia vinhos tintos desagradáveis e vulgares, mas a partir de 1990 renasceu como casta original, com a elaboração de vinhos de boa qualidade e agora é plantada em grande escala. Os grandes produtores estão elaborando vinhos de grande corpo, aromáticos e muito saborosos. As castas tintas mais plantadas no país são a Cabernet Sauvignon, a Shiraz, a Pinotage e a Merlot.

Argentina

A Argentina é o maior produtor e consumidor de vinhos dos paises que formam o bloco do chamado Novo Mundo e o produtor mundial. É também o 12º em consumo, tendo chegado à 90 litros per capita ano. Atualmente o consumo está por volta de 30 litros/ano. Esta queda acentuada no consumo obrigou os vinicultores a buscarem mercados internacionais para distribuir sua produção. Foi à partir daí que se processou uma verdadeira revolução na produção de vinhos na Argentina. Os vinicultores passaram a importar mudas de cepas européias, mais nobres, mudando o plantio dos vinhedos e também investindo significativamente em tecnologia de produção. A maior região produtora Argentina é Mendoza. Cerca de 90% do vinho fino para exportação é produzido nesta região que possui um clima extremamente favorável e saiu na frente na corrida pela modernização. A uva Malbec é sem dúvida a que melhor se adaptou ao clima quente de Mendoza, produzindo vinhos de ótima qualidade.

Chile

A história do vinho no Chile começou no Século XVI, junto com os conquistadores espanhóis e já em 1548 as primeiras cepas chegavam ao país. O Chile é sem dúvida nenhuma um país de grande importância para a vinicultura do mundo. Por ter sido poupado da praga da filoxera que se instalou em todos os vinhedos da Europa por volta da metade do Século XIX, passou a ser um grande exportador de mudas para os países por ela atingidos. A modernização da viticultura no Chile começou por volta dos anos 1850 com a importação de mão de obra de especialistas desempregados da França por conta da praga, melhorando muito a qualidade do vinho como um todo. As regiões vinícolas chilenas começam no norte pelo Vale de Elqui, passando por Limarí, Aconcagua, Casablanca e San Antonio. O vale de Maipo, bem próximo da capital Santiago, é o mais tradicional. Ao sul de Santiago estão os Vales de Cachapoal, Colchagua, Curicó, Maule, Itatata, Bio Bio e Malleco. Apesar da Carmenere ser a cepa emblemática do Chile, a Cabernet Sauvignon ainda é a mais plantada, correspondendo a 36% do vinhedo do país e produzindo vinhos magníficos. >

Uruguai

Os melhores vinhedos do Uruguai estão concentrados nas imediações da capital Montevidéu, na região de Canelones e em pontos isolados dos Departamentos de San José e Colônia. No norte do país, junto à fronteira com o Brasil, em Rivera na região de Cerro Chapéu, são produzidos vinhos de excelente qualidade. A maioria das Bodegas uruguaias são pequenas e familiares. 90%das propriedades tem área inferior a 5 hectares. No entanto, a preocupação com a qualidade é muito grande e os vinhedos com uvas viniferas representam hoje 70% das videiras do país. A uva emblemática do Uruguai, que se adaptou muito bem na região, é a francesa Tannat, que produz vinhos ricos em taninos e faz com que a sua adstringência combine perfeitamente com a suculência do churrasco uruguaio.

Alemanha

Há alguns anos atrás os vinhos brancos alemães, de garrafa azul, invadiram os supermercados brasileiros e vendidos a preços muito baixos. Eram vinhos sem qualquer qualidade e açucarados, mas de certa forma tiveram sua função, qual seja de habituar o brasileiro a beber vinho. No entanto, atualmente a Alemanha investe muito na qualidade, colocando seus vinhos brancos entre os melhores do mundo. A cepa branca Riesling, a mais plantada do país, produz vinhos de grande estrutura aromática, com acidez presente, bom corpo e muito longevos. As regiões vinícolas estão concentradas no oeste e no sul do país junto aos rios Reno, Mosel e seus afluentes, com vinhedos plantados nas encostas dos vales, onde a posição em relação à insolação é fator determinante da qualidade dos vinhos produzidos. A Alemanha é o 8º produtor mundial com cerca de um bilhão de litros/ano e um consumo per capita de 24 litros.

Brasil

As primeiras mudas de videira chegaram ao Brasil em 1932, trazidas por Brás Cubas, na comitiva de Martim Afonso de Souza. Mas foi só na 2ª metade do Século XIX, com a chegada dos imigrantes italianos na Serra Gaúcha, que a vinicultura tomou impulso. Hoje, os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Flores da Cunha, localizados na Serra Gaúcha concentram a maior parte da produção nacional de vinhos. Outras regiões merecem destaque especial:- Campanha Gaúcha, junto da fronteira com o Uruguai, nos municípios de Santana do Livramento, Bagé e Candiota. Campos de Cima da Serra, na região de Vacaria, no norte do Rio Grande do Sul. Vale do São Francisco, na fronteira da Bahia e Pernambuco, com vinhedos irrigados e duas colheitas anuais. Planalto Catarinense, a mais nova área vinícola brasileira, com importantes investimentos nos municípios de São Joaquim e Bom Retiro.

França

A França é o maior produtor de vinhos do mundo, com 5,74 bilhões de litros/ano (2004). Para falar sobre vinhos é preferível citar as regiões, pois cada uma tem sua característica, tipicidade e "terroir".

Principais regiões vinícolas da França:

Bordeaux, Borgonha, Champagne, Vale do Loire, Alsácia, Vale do Rhône, Provence, Languedoc-Roussillon e Sudoeste.

Bordeaux: É o maior vinhedo da França. Nesta região são produzidos a maioria dos vinhos mais caros do mundo tornando uma das mais famosas regiões vinícolas.

Principais castas cultivadas em Bordeaux são: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.

As principais sub-regiões de Bordeaux são: Médoc, Saint Emilion, Pomerol, Graves, Entre-Deux-Mers (para vinhos brancos, porém não muito famosos) e Pessac-Leognan.

Borgonha: Região localizada ao sudeste de Paris, com vinhedos em Chablis e ao sul da cidade de Dijon, até próximo de Lyon. Produz grandes vinhos tintos com a cepa Pinot Noir e magníficos brancos de Chardonnay.

Champagne: Localizada na região das cidades de Reims e Epernnay, produz o vinho espumante mais famoso do mundo, a base de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

Itália
Na Itália existem grandes extensões de vinhas, que vão do extremo norte até a Ilha da Sicília. As principais regiões são: Piemonte, Veneto, Friuli, Emilia-Romagna, Toscana, Puglia e as ilhas da Sicília e Sardegna. A Itália é um país propício ao cultivo de vinhas, pois tem clima e solo adequados e também características bem distintas em suas regiões o que faz com que seus vinhos se diferenciem de uma região para outra. Na tentativa de estabelecer melhores padrões para a classificação dos vinhos, o governo italiano criou em 1963 um sistema para diferenciar as diversas qualidades de vinhos tomando como base o sistema de classificação francês. Porém foi somente à partir de 1992, após a chamada lei Goria ( nome do Ministro da Agricultura da época) que realmente esta seleção passou a ser realmente respeitada. Isto foi fundamental para a elevação de qualidade dos vinhos italianos quando os produtores de vinhos passaram a reduzir a quantidade em favor da qualidade.

Classificação dos vinhos

Vino da Tavola (VdT): teoricamente os vinhos mais simples, às vezes na etiqueta encontramos apenas algumas indicações geográficas simples, e também pode aparecer a uva.

Indicazione Geográfica Típica (IGT): vinhos produzidos em determinadas regiões, com regras não tão rigorosas do que os das categorias superiores.

Denominazione di Origine Controllata (DOC): a mais importante, pois a maioria dos bons vinhos são desta classificação; às vezes traz no rótulo informações da comuna que foi feita o vinho.

Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG): topo da pirâmide; os vinhos submetem-se a exigências maiores, inclusive uma comissão que degusta todos os anos, podendo reprová-los. Quando isso acontece estes vinhos são vendidos sem a menção DOCG.


Espanha

A Espanha, como a maioria dos países da Europa, também tem tradição vinícola. Destina imensas áreas para o plantio de vinhas, porém sua modernização é recente. No ano 1970 foi criado o (INDO), Instituto Nacional de Denominacion de Origen. As regras da Espanha bem claras e descomplicadas. Joven: chamado “vino del ano”, engarrafado logo após a filtragem e clarificação Crianza: comercializado após envelhecido por dois anos, com o mínimo de seis meses em tonéis de carvalho. Reserva: Fica três anos na Bodega, com mínimo de 24 meses em tonéis de carvalho. É comercializado no 4º ano. Gran Reserva: Só safras ótimas. Fica 5 anos na Bodega, sendo 24 meses em tonéis de carvalho e 36 meses em garrafa. Comercializado no 6º ano. Regiões Vinícolas: As principais regiões são a Rioja, Ribeira del Duero, Catalunha e Jerez Rioja é famosa pelos vinhos finos. Ribera Del Duero, com seus vinhos potentes mas também muito elegantes. Catalunha pelas suas Cavas, grandes espumantes espanhóis. Jerez de la Frontera, talvez o vinho mais famoso da Espanha, alguns o consideram o estandarte do vinho Espanhol. A principal uva tinta é a Tempranillo que compõe a maior parte dos vinhos, com pequenos cortes de Garnacha. Hoje em algumas regiões já estão plantando uvas estrangeiras, como Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernert Franc.

Portugal


Historicamente, Portugal tem grande importância na vinicultura mundial, pois foi em 1756 que o Marquês de Pombal estabeleceu a 1ª região demarcada do mundo, o Douro, com a criação da Cia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, atual Real Cia Velha, com o intuito de proteger a autenticidade do Vinho do Porto, com regras definidas, tentando evitar fraudes. O mais famoso vinho de Portugal é sem dúvida o Vinho do Porto, que na realidade leva este nome porque tinha na cidade do Porto seu principal canal de exportação sendo em Vila Nova de Gaia que os mesmos eram colocados em armazéns para envelhecer, pois o vinho na realidade é produzido na região do Douro. O Douro hoje não produz somente vinho do Porto, mas também ótimos vinhos de mesa. Por outro lado há quem diga que o vinho verde é o mais português dos vinhos. Bairrismos à parte, a verdade é que Portugal nos apresenta vinhos espetaculares. Outras regiões de muito destaque e qualidade são o Alentejo, o Dão, a Bairrada, a Extremadura, a Peninsula de Setúbal e a Ilha da Madeira. Portugal também tem um grande número de castas autóctones, inclusive algumas com nomes curiosos, como a Rabo de Ovelha, Bastardo, Donzelinho, Tinto Cão e Encruzado, entre muitas outras.


Foi descoberta no México quando, em uma plantação dos agaves, um raio caiu e partiu o coração da planta e o seu calor queimou o seu interior durante alguns segundos. Espantados , os nativos observaram que surgiu do seu interior um néctar aromático que foi bebido e reverenciado com medo por todos. Eles consideraram um presente dos deuses. Seu surgimento deu-se em meados do século XVIII.




Vodka é uma bebida destilada, conhecida por ser forte e transparente. Originária da Europa Oriental e possui teor alcóolico entre 35 e 60 % volume. A Vodka – agüinha em russo – é uma bebida mundialmente famosa por sua pureza e seu alto teor alcóolico. É um destilado obtido a partir de grãos ou tubérculos, sendo diluido em água até a concentração desejada. Popularmente a verdadeira vodka russa é aquela com 40% de teor alcóolico. As vodkas podem ser feitas de batata, centeio, milho e até arroz. Mas cada uma dessas matérias primas confere à bebida sabor e qualidade diferentes. Seu processo de produção é demorado e requer várias etapas, seguindo a seguinte ordem: obtenção do mosto, destilação, retificação, filtração e purificação. Após todas essas etapas, o produto final obtido é estremamente puro, de alta concentração alcóolica – basicamente álcool puro e água – e, geralmente , com odores. Por tal motivo, algumas vodkas passam pelo processo de aromatização. Existem vodkas com aroma de limão, laranja e até pimenta. Assim, após várias etapas de produção, obtém-se vários “estilos” de vodka, sendo classificados basicamente como: Ocidental, Polonês e claro Russo. Um por um, cada estilo tem particularidades. O ocidental prima pela pureza e claridade. Aroma neutro e um sabor de álcool limpo combinando à suavidade. A Polonesa é caracterizada pela pureza, mas cria uma vodka de sabor e aroma mais acentuados. Por fim o Russo. Resulta em bebidas suaves de sabor marcante e agradável, marcado por uma sensação de queimação depois de ingeridas.



O Whisky é a bebida espirituosa mais consumida no mundo inteiro. Isso quer dizer que toda a gente têm uma idéia do que é o Whisky ou melhor, do que ele “sabe”. É uma bebida alcóolica ( minimo 40% de álcool) , que resulta da destilação de cevada maltada ou de outros cereais que foram previamente dissolvidos em água e fermentados por ação de leveduras e que cumpriu um estágio mínimo de 3 anos em cascos de carvalho. Têm características organolépticas ( cor, aroma, sabor) facilmente identificáveis. O Whisky tem uma personalidade única e de múltiplas facetas, tal como o país onde nasceu. A beleza de seus lagos e montanhas , o caráter diferente de cada região, fazem da Escócia uma região de grande originalidade. A origem da destilaria é incerta, a única certeza é a primeira referência escrita acerca da fabricação de Whisky na Escócia, que data de 1494. Depois de séculos de destilaria clandestina, foi no século XIX que o scotch realmente expandiu. As primeras grandes marcas de blends e o dinamismo comercial de alguns negociantes, permitiram salientar a qualidade do whisky escocês, essencialmente face aos seus rivais irlandeses. O single malts, que apareceram no mercado no final dos anos 60, são os olhos dos apreciadores, os mais nobres de todos os whiskies. As destilarias de malte estão espalhadas por toda a Escócia, o que pelas diferenças geológicas e climatéricas explica a diversisdade dos sabores e dos aromas dos puros maltes. Essa riqueza e essa diversidade fazem da Escócia o país do whisky.
Fonte:

Bebidas II




Foi descoberta no México quando, em uma plantação dos agaves, um raio caiu e partiu o coração da planta e o seu calor queimou o seu interior durante alguns segundos. Espantados , os nativos observaram que surgiu do seu interior um néctar aromático que foi bebido e reverenciado com medo por todos. Eles consideraram um presente dos deuses. Seu surgimento deu-se em meados do século XVIII.



Saquê é uma bebida fermentada tradicional do Japão, fabricada pela fermentação artificial do arroz; tomada geralmente quente e no começo da refeição. A primeira produção de saquê de que se tem notícia data do século III. e ocorreu em Nara, antiga capital japonesa. Diversas regiões do país o produzem, mas a região que leva a fama de fabricar o melhor saquê é o distrito de Fushimi, em Kyoto. Existem hoje em torno de 1.600 fabricantes de saquê no Japão. No Brasil, a bebida é produzida por empresas como a Sakura e a Azuma Kirin.




Bebida alcóolica destilada a partir da destilação do melaço. Bebida secular, de caracteristicas refinadas e aroma suave. Originalmente era produzido em Cuba. Feitos de canas frescas e do seu melaço, a bebida começou a ser apreciada no século XVII, quando foi divulgada por um poderoso medicamento capaz até de “exorcisar os demônios do corpo”. Conta-se também que seu teor alcóolico ( entre 45 e 60 %), o tornou famoso entre os piratas do século XIX , os encorajando antes de combates e servindo como moeda de troca por escravos. É produzido principalmente nas ilhas do Caribe.




Licor é uma bebida alcóolica doce, geralmente misturada com frutas, ervas, temperos, flores, sementes, raízes, cascas de árvores ou ainda cremes. O termo vem do latim liquifacere, liquefazer, dissolver. Isto se refere às misturas que se empregam na fabricação da bebida. Os licores não costumam ser envelhecidos por muito tempo, mas podem ficar algum tempo descansando até que atinjam o sabor ideal. A descrição mais comum de licor é a de uma bebida doce, de alto teor alcoólico. Servido em pequenas taças, é ideal após as refeições. Sua composição leva açúcar, xarope, álcool, além de frutas, plantas e ervas, que dão o sabor característico de cada bebida. Há, porém, outras definições da bebida. Para os franceses, o licor é simplesmente um digestivo. Entre os ingleses, é um drinque específico, feito à base de um destilado ao qual se adicionou, por infusão, maceração ou redestilação, raízes, cascas de árvores, flores, frutas ou sementes. Já para os norte-americanos, o termo significa o mesmo que para os ingleses, mas os primeiros ainda criam certa confusão ao chamar licores de “cordials”, xarope aromatizado com teor alcoólico baixo ou inexistente.





O Jerez é um tipo de vinho fortificado liquoroso tipico da Espanha, envelhecido no sistema de Soleira, que consiste em um conjunto de barris de madeira usados para envelhecimento de bebidas. Seu nome é derivado da região onde é elaborado , Xerez da Fronteira , em Castelhano Jerez de La Frontera.



A grappa é uma bebida com teor alcoólico de 35% a 54% em volume, a 20ºC, obtida a partir de destilados alcoólicos simples de bagaço de uva, com ou sem borras de vinhos, podendo ser retificada parcial ou seletivamente. É admitido o corte com álcool etílico potável da mesma origem para regular o conteúdo de congêneres. Licor de bagaceira ou grappa é a bebida com graduação alcoólica de 18º a 54º G.L., tendo como matéria-prima a bagaceira.

Bebidas I

Bebida destilada à base de cereais e zimbro. É considerada uma bebida muito forte, com teor alcóolico superior ao Whisky. Surgiu no século XVII na Holanda, embora algumas reinvindicações fossem feitas creditando sua criação à um padre na Itália. Na Holanda foi produzido como um medicamento e vendido em farmácias para tratar dores de estômago. Mais tarde , para tornar seu paladar mais agradável foi aromatizado com o zimbro.



O Cognac é um brandy ( destilado de fruta) feito de vinho duplamente destilado, produzido na região de Cognac, no Sudoeste da França. Assim como o champagne, vinho espumante exclusivo da região de Champagne , o Cognac ou conhaque , só deveria ser chamado se fosse o brandy de vinho produzido na região que lhe deu o nome, mas sabemos , popularizou-se , para o bem ou para o mal. O Cognac surgiu por volta do século XII na França. Ali se produzia um vinho inferior, branco e de graduação alcóolica muito baixa, apreciado na Grã- Bretanha e nos países escandinavos. Porém, os produtores deste vinho tinham dois incovenientes na produção, a saber: muito delicado, ele se deteriorava rapidamente e também as taxas pesadas que o governo francês aplicava sobre as bebidas exportadas. A fim de sanar tais problemas, alguns viticultores decidiram destilar uma parte do vinho. O álcool obtido, de alta graduação , muito concentrado , seria exportado e o consumidor acrescentaria, água, obtendo um novo vinho. O concentrado também seria utilizado no aumento de graduação alcóolica do vinho branco comum. Entretanto, uma parte desse álcool, não foi exportada, nem incorporada ao vinho. Simplesmente ficou envelhecendo em barris de carvalho. Com o passar do tempo essa bebida adquiriu uma cor caramelo e perdeu muito de seu ardor. Nasceu assim, o cognac, cujas melhores marcas são produzidas, justamente em Cognac, uma das cidades de Charente. Grandes casas produtoras são Remy martin, Martell, Henessy . A produção do Cognac chegou a ser ameaçada. Antes da Revolução Francesa, o país estava sofrendo uma grande crise: a falta de alimentos. Luis XV , então decretou que as plantações de uvas fossem destruidas e dessem lugar a outros alimentos necessários para a população. A maneira ideal de servir o cognac é à temperatura ambiente e em cálices bojudos, para facilitar o contato com a palma das mãos e permitir um leve aquecimento, propiciando o desprendimento dos aromas da bebida. Agitando a taça, o aroma se destaca ainda mais. E quanto mais tiver sido envelhecido em madeira, mais atraente é o seu perfume.


A produção de vinhos em Champagne se deu em meados do século V. Ao longo dos séculos reis e rainhas foram coroados e celebraram seus casamentos na catedral de Reims, no coração da região. Seus vinhos, de alta qualidade, eram oferecidos nestas ocasiões e também em recepções em homenagem aos monarcas que visitavam a França. Por volta do séculos XII os vinhos de Champagne ganharam notoriedade e passaram a ser escolhidos para celebrações e eventos importantes. Foi somente no fim do século XVII que os vinhos de champagne se tornaram espumantes. Para se obter melhores resultados o método foi sendo aprimorado, com a pressão das uvas sendo feita lenta e gradual, muito parecido com o processo atual. No começo a fermentação natural começava no outono retardando o processo com o início do frio de inverno nas adegas. Desta maneira era retida uma porção de açucar e assim que a temperatura começasse a subir com a chegada da primavera, a fermentação começava novamente. Após algum tempo os barris foram substituidos por garrafas que preservavam melhor sua efervecência. A partir de 1927 foi definida a denominação de origem controlada ( AOC) em uma área de 34000 hectares que é administrada pelo Institut National des Appellations d’Origine, cuja função é controlar a produção com base nas regras existentes para garantir a qualidade do champagne e evitar falsificações. As uvas que compõem o champagne são a Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. Quatro diferentes famílias de champagnes podem ser identificadas: Champagne com CORPO Sensual , poderoso, estruturado e intenso com aromas amadeirado, especiarias e frutas vermelhas Champagne com ESPÌRITO Vivo , claro e delicado com aromas cítricos e gramíneos Champagne com CORAÇÃO Generoso com aromas de brioches , canela e mel Champagne com ALMA Maduros, completos e ricos, com sugestões de especiarias ( rosès e demis)




A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereias maltados como a cevada, a qual acredita-se que tenha sido a primeira bebida alcóolica desenvolvida pelo homem. A fabricação da cerveja é baseada num principio simples e antigos – açucares naturais de fermentação são extraidos de um malte de cereal usando água quente (amassado). Registros romanos dos primeiros séculos constam que uma bebida fermentada de cereal foi consumida regularmente na Europa. Durante mais de dois mil anos, os monges europeus produziram e consumiram cerveja por a consideravam mais saudável que a água. As diferenças de grãos e as peculiaridades no processo de maceração e fermentação determinam o tipo de cerveja produzida.





A cachaça, aguardente de cana ou pinga é uma bebida alcoólica tipicamente brasileira. Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibérica – cachaza – significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de "cachaço", o porco, e seu feminino "cachaça", a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste – os chamados catitus – era muito dura e a cachaça usada para amolecê-la. Carvalho (1988). Obtida da fermentação da cana-de-açúcar e sua posterior destilação, usada como coquetel da mundialmente conhecida Caipirinha. A diferença básica entre a aguardente de cana e a cachaça está na origem da matéria-prima. Enquanto a aguardente de cana é feita diretamente a partir do destilado da cana, a cachaça é feita a partir do melaço resultante da produção do açúcar de cana.




Um pouco menos conhecido que o seu “irmão”, o Armagnac é um eau-de-vie, feito com as mesmas uvas do Cognac, passa pelo mesmo tempo de envelhecimento em barris de carvalho, mas é na destilação que ocorre a diferença crucial entre os dois. O Armagnac é purificado apenas uma vez, o que faz dele um pouco mais aromático, aveludado e redondo, contrastando com a austeridade e potência do Cognac.